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Lean Thinking & Lean Management

Consultoria estratégica em gestão

Lean Thinking & Lean Management

Lean Thinking (Mentalidade Enxuta ou Pensamento Enxuto) refere-se à eliminação do desperdício em todos os aspectos de um negócio, proporcionando geração de valor a um custo baixo.

Apesar de já contar com mais de 30 anos no âmbito da indústria, é aplicável a qualquer setor de atividade e tem uma impressionante atualidade, vistos os movimentos culturais e sociais que caminham no sentido da diminuição e racionalização do consumo.

A origem do Lean Management (Gestão Enxuta) remonta ao início do século passado, nas famosas linhas de produção da Ford, passando pelo Sistema Toyota de Produção e culminando na filosofia da melhoria contínua e suas ferramentas.

Como toda filosofia Lean, pode ser aplicado em qualquer atividade produtiva, seja ela industrial, comercial ou de prestação serviços.

Conceitos do Lean Thinking

Para o Lean Thinking, por definição, Valor é o que torna um produto ou serviço atraente, do ponto de vista do cliente. Não são as organizações que definem o que é valor, mas o cliente.

Suas expectativas objetivas e subjetivas (design, preço, desempenho, projeção social, experiência de compra, atendimento pós-venda, etc.), é que compõem sua percepção de valor. Às empresas cabe identificar qual é essa percepção e procurar satisfazê-la.

Desperdício, por sua vez, é toda situação em que se gera custo, sem agregar valor.

Assim, a ideia é sempre agregar o máximo valor, eliminando desperdícios, de forma que o cliente esteja disposto a pagar por esses produtos ou serviços, para aproveitar as suas vantagens.

O Lean Thinking se apoia em princípios sequenciais e cíclicos:

  • Identificar o que é valor, aos olhos do cliente;
  • Identificar o encadeamento de valor nos processos da empresa (mapear os processos e verificar quais agregam valor e quais não);
  • Redesenhar os processos para aprimorar que agreguem e eliminar os que não agreguem valor para o cliente;
  • Fazer o valor fluir pelos processos (tornar contínua e monitorar a execução);
  • Deixar o cliente “puxar” o processo (execução sob demanda).
  • Retomar o ciclo desde o início, buscando a perfeição.

É evidente que sempre existirão alguns processos que, apesar de não agregarem valor ao produto ou serviço, são necessários para que o resultado final contenha aquelas características desejadas pelo cliente. Seu destino é sofrerem constante auditagem e melhoria, no sentido de serem futuramente eliminados ou massivamente reduzidos.

Neste ponto, vale o destaque sobre uma das ferramentas que mais auxilia e combina com esta mentalidade. Trata-se do Kaizen.

Kaizen

Kai-Zen (mudar para melhor, em japonês) encerra o conceito de praticar aprimoramento diário e constante, mesmo que mínimo, com o objetivo de aumentar a produtividade.

No caso da sua aplicação ao Lean Thinking, busca eliminar os processos desnecessários, bem como o desperdício de tempo, de materiais e dinheiro.

O Kaizen se propõe a melhorar a produtividade, além da qualidade do produto ou serviço final, sem que isso acarrete gastos, com um mínimo de investimento.

O frase-chave é: “hoje melhor que ontem; amanhã melhor que hoje”. O foco de sua aplicação é na conscientização e atuação das pessoas.

É importante destacar que Kaizen não está (diretamente) ligado à mudança ou inovação, mas ao aprimoramento incremental.

É nesse sentido que se adequa perfeitamente aos ditames do Lean Thinking, contribuindo com a percepção da necessidade de uma melhoria contínua dos processos.

Conceitos do Lean Managenent

Também no Lean Management o propósito é reduzir ao máximo os desperdícios. Mas numa perspectiva mais ampla, em relação ao Lean Thinking.

As preocupações características desta abordagem podem ser melhor explicadas pela descrição de alguns dos focos de desperdício considerados por essa prática:

  • Produção exagerada: excesso de produção em relação à demanda, o que gera excesso de estoques e a consequente maior necessidade de espaço para armazenamento e de recursos humanos. Sem falar do impacto no capital de giro do negócio;
  • Processamento exagerado:situações em se verifica perda de tempo em função da redundância de processos, quando não exigida por programas de certificação de qualidade. Ou quando se excedem, sem necessidade, os requisitos desses programas;
  • Movimentação exagerada:movimentação de materiais sem planejamento ou de colaboradores sem motivo justificado pelas exigências do processo;
  • Inatividade exagerada: desbalanceamento das atividades gerando ociosidade para alguns colaboradores (e eventuais sobrecargas para outros);
  • Diretividade exagerada: ausência ou subutilização da escuta ativa em relação aos colaboradores. A comunicação interna deve ser uma via de duas mãos, onde orientações são distribuídas e sugestões são recebidas.

 

Estes elementos e ferramentas são de extrema utilidade para não só reduzir custos como também para conseguir maior aderência às necessidades e expectativas dos clientes.

É importante ter em mente que a auditoria, redesenho e implantação de processos, dependem, como de resto em tantos programas de melhoria, do comprometimento da alta direção e do pessoal administrativo e operacional.

 

Mauricio Prieto é sócio-diretor da Synerhgon

Este artigo foi originalmente publicado no site Modais em Foco