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Para empreender, é necessária expertise extra

Consultoria estratégica em gestão

Para empreender, é necessária expertise extra

É comum nos deparamos com certos argumentos tais como: “o fulano cozinha tão bem… se montasse um restaurante, ficaria milionário” ou ainda: “ele é tão bom médico que, quando montar sua clínica, será muito bem-sucedido”… e por aí vai….

Sabemos, com nossa experiência, que isso fatalmente não representa a realidade. Seja qual for a habilidade, de quem quer que seja, haverá sempre a necessidade de expertise extra na condução de qualquer negócio. Existem alguns parâmetros a se considerar e que devem andar sempre em paralelo com as habilidades específicas, em qualquer área de atuação.

Controle financeiro empresarial

“Se você não pode medir, não pode gerenciar”, diz Philip Kotler. É o controle das contas, tanto a pagar quanto a receber… as finanças.

É muito comum a recorrência de erros que, no transcorrer do tempo, vão minando as reservas financeiras. Ainda, esses erros tendem a encurtar a visão sobre o negócio: o empreendedor em dificuldades não enxerga mais a necessidade de parar para fazer a necessária autocrítica. A rotina diária não deixa espaço para o necessário controle contábil.

De todos os setores, o financeiro é o mais importante, sendo necessária sempre a integração com os demais. E todos os setores têm, necessariamente, de convergir para a contabilidade. Assim, para evitar esse caos financeiro, as medidas a serem tomadas passam pelo conhecimento que uma Consultoria Multidisciplinar pode oferecer.

Planejamento financeiro

Nas empresas, existe sempre uma busca pelo saldo positivo ao final de um período. Logo, é fundamental elaborar um planejamento financeiro para prever e antecipar riscos, controlar pagamento de tributos e fornecedores e observar aspectos como preços, margem de lucro e diversos outros. Tudo isso se resume em lucratividade que demanda custos e despesas a serem quitadas.

Capital de giro

As organizações têm que assegurar a continuidade das suas atividades cobrindo gastos e custos com todas as operações. Apesar de estamos vivendo um momento de juros baixos, empréstimos demandam uma série de garantias. Um planejamento bem elaborado deve prever uma reserva chamada de capital de giro. Este deverá suprir todas as demandas com fornecedores, pagamento de despesas fixas e variáveis, tributos e folha de pagamento.

O capital de giro não deve ser confundido com fluxo de caixa, que é o saldo entre receitas e despesas em determinado período. Na verdade, é ele que dará a sustentação financeira para que o fluxo de caixa possa existir.

Fluxo de Caixa

Um dos elementos de gestão contábil que mais exige controle por parte dos contadores é o fluxo de caixa. Trata-se do volume de recursos que entraram e saíram do caixa de uma empresa em um período estipulado. Quando entra mais dinheiro do que sai, temos saldo positivo, do contrário, o saldo será negativo.

Veja bem, Fluxo de Caixa positivo em um determinado período não é lucro.

Lucro é o quanto resta após apurar todas as receitas de um período, subtraindo desse montante o valor a ser pago com as despesas, enquanto que o Fluxo de Caixa é quanto de dinheiro foi movimentado, inclusive valores a serem recebidos futuramente.

Portanto, lucro deve ser sempre percebido como o valor que resta após a empresa cobrir todas as suas despesas.

Alguns dos elementos que devem compor o fluxo de caixa:

  • Valores previstos a receber de vendas e prazos de recebimentos;
  • Previsões de gastos com compras e prazos de pagamento junto aos fornecedores;
  • Valores a receber de clientes;
  • Compromissos fixos a pagar – contas de aluguel, telefone, folha de pagamento, impostos e investimentos;
  • Saldo das reservas financeiras existentes – levantamento de quanto dinheiro há em caixa e aplicações em curto prazo, como as que oferecem liquidez diária.

Controle de Gastos

Além de gerenciar o fluxo de caixa, facilita a gestão, no final de um período, a avaliação de se o orçamento proposto na fase do planejamento foi seguido. Também é interessante avaliar os resultados mês a mês, para identificar o que possa ter causado balanço negativo ou lucros acima do que foi projetado.

Controle de contas a pagar e a receber

Registro preciso de apuração das contas a pagar e a receber. Lançamento de dados contábeis e fiscais equivocados ou omissões podem fazer com que uma empresa tenha problemas junto aos órgãos governamentais de arrecadação de impostos.

Tecnologia

As empresas que utilizam a tecnologia são, comprovadamente, as que mais percebem melhorias em seus processos internos.

Outra vantagem que investimentos em tecnologia possibilitam é a liberação de mão de obra para tarefas mais estratégicas. Com o apoio de ferramentas de automação temos gestão de banco de dados e de intermediação de pagamentos.

– Gestão de banco de dados

O papel da tecnologia nas empresas vai muito além da automação de processos. Um amplo horizonte se abre a partir do momento em que, aliado ao controle financeiro, recursos como o Big Data passam a balizar decisões estratégicas.

Há plataformas que permitem processar volumes colossais de dados, estruturados ou não e hoje é possível extrair informação de diversas fontes e cruzá-las.

Após esse cruzamento de dados, podem ser obtidos insights que, de outra forma, sequer poderiam ser imaginados.

O processamento das informações é feito com o uso de Machine Learning, ou seja, algoritmos que são praticamente Inteligências Artificiais.

– Intermediação de Pagamentos

São muitos os benefícios que a tecnologia traz quando aplicada ao controle das finanças. Um desses recursos é o intermediador de pagamentos, solução que possibilita a intermediação de transações comerciais pela web.

Com essa ferramenta, processos que até então eram motivo de muita preocupação passam a ser gerenciados de forma prática e rápida. O recurso torna não apenas a rotina de empresas mais ágil, como também facilita a vida dos clientes, que são notificados antes mesmo do vencimento de suas faturas ou boletos. Codificação protege os dados de interferências nas transmissões evitando invasões por hackers.

Com o intermediador, a empresa fica livre das pesadas negociações com bancos e operadoras de cartão de crédito.

O software se encarrega de emitir boletos, inclusive enviando para o cliente a forma mais prática e fácil para pagar seus débitos.

Todo o processo funciona de maneira bem simples. Tudo fica mais prático com um software cuja finalidade é facilitar a vida dos empreendedores evitando também clientes com pagamentos em aberto.

Uma excelente ideia não garante sucesso

Percebemos assim que, apenas ter uma habilidade especial, ou uma excelente ideia não garante sucesso em nenhum empreendimento.

Não contar com a tecnologia para facilitar os penosos processos de conciliação e cobrança é um erro estratégico.

Para que essas ferramentas sejam ainda mais eficazes, o foco no controle financeiro precisa ser ainda mais minucioso. Planejar as finanças, zelar pelo capital de giro e fluxo de caixa, além de controlar as contas a pagar e receber, entre outros cuidados, garantem a saúde financeira de sua empresa.

É perfeitamente possível evitar a quebra de um negócio. Muitas vezes, um recurso relativamente simples de ser adquirido, como um intermediador de pagamentos, pode ser a peça que faltava para a máquina de uma organização voltar a funcionar.

No entanto, o controle financeiro é o começo de tudo. Sem ele, não haverá tecnologia que dê jeito, já que sua efetiva implementação depende, em primeiro lugar, do fator humano.

 

Randall Edmundo é sócio-diretor da Synerhgon

Este artigo foi originalmente publicado no site Modais em Foco