Como as Startups podem encarar as dores do crescimento
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Startups e as dores do crescimento

Consultoria estratégica em gestão

Startups e as dores do crescimento

Por Mauricio Prieto* 

Muito bem! Até aqui parece que você fez tudo certo: validou sua ideia, testou a solução por meio de um MVP e construiu um Modelo de Negócios. Próximo passo: vender para alcançar escala! Simples assim?

Algo em torno de 100 milhões de startups são criadas por anos no mundo e, no Brasil, 74% delas fecham antes de completar 5 anos (de acordo com o estudo da aceleradora Startup Farm), ou seja, durante o período de maturação.

Algumas questões do dia-a-dia de um negócio em expansão, apesar de corriqueiras, não são triviais. Se até aqui você se entregou a uma parte desafiadora e apaixonante da colocação de uma empresa “no ar”, o trato com problemas diários que agora estarão presentes e que, apesar de importantes, não estão diretamente ligados ao core business, pode ser maçante e tirar seu foco da inovação permanente.

Esses problemas estão relacionados ao que designamos as “dores do crescimento” da organização, fazendo referência ao que sofrem muitos adolescentes cujo crescimento costuma ser muito rápido, em determinados momentos.

Alguns exemplos:

  • As corretas identificação e apropriação dos custos e das despesas da operação podem fazer toda a diferença quando você tiver que simular alterações nesses elementos;
  • Especialmente para empresas comerciais ou industriais, mas também nas de serviços, as questões típicas da área da logística (lead time de pedidos, de produção e de entrega; nível de serviço da operação; controle e manutenção de estoques; desenvolvimento de fornecedores) são de importância capital;
  • A segurança jurídica do negócio deve ser preservada, de forma a preparar-se para ações agressivas de fornecedores, clientes, concorrentes e governos;
  • A avaliação dos tempos de processo e a distribuição das tarefas e operações facilita a determinação do tamanho ideal das equipes, contribuindo para a diminuição dos custos.
  • A administração de conflitos nem sempre é eficaz quando uma das partes é diretamente interessada na questão;
  • O cuidado com a administração financeira, a começar pela separação das verbas pessoais e empresariais, o que evita confusão acerca da real rentabilidade do negócio (creia, isto é mais comum do que parece).

COMO SE PREPARAR?

Há algumas soluções possíveis para estas (e outras) situações inerentes à condução de uma empresa em fase de alcançar escalabilidade:

  • a. Encarar mais este desafio e aprender sobre os assuntos que não domina. Neste caso, se por um lado você terá a empresa “na mão”, por outro, tanto a aprendizagem como a execução das atividades despenderão precioso tempo para quem está colocando uma organização “de pé”.
  • b. Integrar à equipe profissionais com conhecimento nas áreas necessárias. Em que pese a possibilidade de agregar especialidades em uns poucos elementos, o custo desta opção pode ser proibitivo para uma organização em início de operação.
  • c. Fazer uso de uma consultoria, quando a empresa contrata a expertise em várias áreas diferentes mediante o pagamento seja de uma mensalidade que lhe garante uma determinada quantidade de horas de atendimento, seja de honorários por um serviço específico ou, ainda, uma combinação dos dois formatos. Na medida em que este fornecedor de serviços seja prudente confiável, esta pode ser uma escolha bastante inteligente, além de menos custosa.

Seja qual for a opção escolhida, a intenção sempre será remediar as “dores do crescimento”: alterações estruturais a que toda organização está sujeita quando o sucesso se avizinha!

*Engenheiro de Produção Mecânica pós-graduado em Administração de Empresas. Especialista em Logística de Transportes.