Armazenagem e e-commerce em 2021 - Synerhgon
R. São Vicente de Paulo, 650,Cj. 12 - Higienópolis - SP
(11) 3825-6751 / (11) 99607- 8855
synergia@synerhgon.com.br

Armazenagem e e-commerce em 2021

Consultoria estratégica em gestão

Armazenagem e e-commerce em 2021

Indicadores de desempenho do e-commerce em 2020 dão conta de uma expansão extraordinária desse canal de distribuição, o que alavancou o movimento do setor logístico num momento crítico para muitas outras categorias.

Mas, o que esperar para 2021?

Apoiados em duas pesquisas acerca de ocupação por locação de condomínios logísticos (JLL e Colliers) e uma sobre o e-commerce (Ebit/Nielsen), apresentamos alguns insights sobre o assunto.

Optamos por estudar a modalidade locação em condomínio por se tratar de tendência do mercado, especialmente o e-commerce, que tem demandado a instalação de centros de distribuição menores, porém com maior capilaridade.

Disponibilidade, vacância, absorção e preço

As pesquisas referentes a condomínios e galpões logísticos se completam e se confirmam, uma vez que as os dados relativos à evolução no ano de 2020 são muito parecidos.

A área locável de condomínios logísticos no Brasil encerrou o período com 16.764.000 m² de área construída, apresentando crescimento de 10% em relação ao ano anterior, com a entrega de 9 novos empreendimentos.

Apesar do incremento na oferta, a vacância média diminuiu não só percentualmente (de 17 para 14%) como também em termos absolutos (de 2.587.230 para 2.346.960 m²).

As menores taxas de vacância ocorreram do Espírito Santo (1%), Santa Catarina (2%), Pará (3%) e Goiás (4%). As maiores ficaram por conta de Amazonas (41%), Rio Grande do Sul (28%) e Rio de Janeiro (23%).

Os condomínios de alto padrão tiveram resultado anual de absorção líquida de locação (contratações menos devoluções) da ordem de 1.574.000 m².

No período, os setores que mais alugaram áreas foram e-commerce, varejo, transporte e automobilístico. A Amazon foi o grande destaque do ano, com um crescimento operacional de aproximadamente 200 mil m².

Em 2020, 64,2% do espaço entregue já estava pré-locado e superou 2019 tanto no volume entregue quanto no percentual de área com pré-locação (51,5%), contribuindo para o recorde de absorção e, consequentemente, para a queda do indicador de vacância. A expectativa é de que 2021, seja um ano com muitas entregas.

Os preços médios de locação de mantiveram estáveis em termos absolutos, apresentando a mesma média constatada em 2019, da ordem de R$19,00/m².mês.

Para 2021 a projeção é encerrar o ano com área disponível acrescida em 1.900.000 m² (aumento de 10,3%). A vacância dos condomínios deve cair ainda mais e atingir o patamar médio de 12,5%. E a perspectiva é de alta absorção, além de manutenção dos preços.

E-commerce

É certo que em 2020 houve verdadeira explosão do canal e-commerce.

Com advento da vacinação contra a COVID-19 e o consequente relaxamento seguro das medidas de restrição, os canais mais convencionais de vendas deverão ser paulatinamente reabilitados.

Nem por isso o e-commerce sofrerá alguma retração, pelo contrário. Mas não experimentará o mesmo crescimento constatado em 2020.

Se a expansão constatada apenas no primeiro semestre do ano passado, segundo pesquisa Ebit/Nielsen, foi de 47%, por outro lado a evolução prevista pela mesma fonte para todo o ano de 2021 é de 26%. Mesmo assim, espera-se que a composição do total de vendas dos diversos canais venha a ter resultante positiva.

Resultados auspiciosos, tanto mais neste momento, em que contamos com uma prévia de queda de cerca de 4% do PIB em 2020 e as projeções do mercado preconizam um crescimento de apenas 3,6% para 2021.

A considerar, ainda, a possível manutenção do auxílio emergencial do governo federal, o que refletirá positivamente, ainda que temporariamente, no desempenho global do comércio e dos serviços.

Conclusão

Apura-se existir uma condição muito favorável para o e-commerce, amparada por uma infraestrutura de armazenagem que estará em linha com as demandas do setor para o ano corrente. Da mesma forma como ocorreu em 2020, este ano promete ser muito positivo para a logística ligada a esse canal de distribuição.

 

Mauricio Prieto é sócio-diretor da Synerhgon

Este artigo foi originalmente publicado no site Modais em Foco