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As empresas e o Novembro Azul

Consultoria estratégica em gestão

As empresas e o Novembro Azul

O Novembro Azul começou da Austrália (2003), e foi originalmente designado como movimento Movember, junção das palavras moustache (bigode, em inglês) e November, e objetiva a conscientização sobre problemas de saúde do homem, ocorrendo em mais de 20 países, todos os anos.

No Brasil, está ligado à prevenção e ao diagnóstico do câncer de próstata.

O que é o câncer de próstata

Como todo tumor maligno, o de próstata é o resultado de uma multiplicação desordenada das células. Em sua fase inicial, não costuma apresentar sintomas ou, quando apresenta, estes são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata (dificuldade de urinar, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite).

Na fase avançada, pode provocar dor óssea, sintomas urinários ou, quando mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal. Assim, é necessário que o homem se submeta a exames frequentes, de forma a diagnosticar precocemente a doença.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa para 2020 é de 65.840 novos casos, o que representa aumento de 29% em relação ao ano anterior. O número de mortes em 2018, ano com estatística mais recente, foi de 15.576.

Câncer e a pandemia

O Dr. Geraldo Faria, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, afirma que o câncer de próstata é o segundo mais presente junto à população masculina – só sendo superado pelo câncer de pele não-melanoma –  e que é o sexto tipo câncer mais incidente em todo o mundo. Para homens acima de 50 anos, é o mais comum.

Sendo assim, completa, a partir dessa idade o homem deve se consultar anualmente com o urologista. Já aqueles que tenham parentes de primeiro grau (pais, irmãos, avós e tios) com histórico da doença, assim como os obesos e afrodescententes, devem iniciar a investigação aos 45 anos.

A pandemia do novo Coronavírus teve, de forma geral, influência negativa no diagnóstico e tratamento das doenças, pois desestimulou as pessoas a procurarem clínicas e hospitais, onde seria mais provável entrarem em contato com portadores do vírus.

No caso do câncer de próstata, há um agravante: o grupo de risco da doença é também da Covid-19, já que a moléstia é relacionada à terceira idade – cerca de 75% dos casos ocorrem a partir dos 65 anos.

Para piorar o cenário, trata-se de uma doença cujo procedimento de diagnóstico é objeto de resistência, tabus e preconceitos, pois depende tanto de exames de sangue (para aferição da proteína PSA) como também do famoso exame de toque. O protocolo de investigação não exclui nem um, nem outro.

Campanhas nas empresas

Nesse contexto, é mais do que oportuno que as empresas se preocupem em lançar campanhas relacionadas ao tema.

Desenvolver internamente a conscientização sobre o assunto é bastante efetivo, pois a divulgação de dados e orientações, nesse ambiente, admite um viés mais informal.

Isto pode facilitar atingir dois públicos-alvo: o masculino, evidentemente, mas também o feminino, uma vez que as mulheres desempenham importante papel no incentivo à prevenção da doença – os homens têm a justa fama de evitar procurar os médicos.

Mas é importante que as empresas se envolvam não só nessa como em outras campanhas relacionadas à saúde, já que promover e incentivar a busca pelo o bem-estar dos colaboradores (dentro e fora da organização) é um elemento importante para demonstrar que a organização se importa com eles.

Também é certo que campanhas de saúde promovidas nas empresas trazem benefícios tanto para os funcionários como para o próprio negócio.

Para os colaboradores, o menor risco de desenvolverem doenças implica maior qualidade de vida, mais satisfação com o trabalho e mais conforto com o ambiente corporativo.

Por outro lado, esses movimentos resultam em maior reconhecimento e percepção de valor da empresa (tanto por parte dos colaboradores como da sociedade), redução do absenteísmo e das despesas com saúde, menor turnover e maior engajamento do time.

Mauricio Prieto – sócio-diretor da Synerhgon