A participação feminina no mercado de trabalho em 2019
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8 de março: a participação feminina no mercado de trabalho em 2019

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8 de março: a participação feminina no mercado de trabalho em 2019

Um estudo apresentado pela Sebrae nesta quinta (7) mostra que o Brasil tem a 7ª maior proporção de mulheres entre os Empreendedores Iniciais. Em 2018, o Serasa Experian divulgou uma pesquisa que apontou que mais de sete milhões de empresas brasileiras têm mulheres como donas ou sócias majoritárias do negócio, valor equivalente a 33,4% do total. O levantamento também informa que o país ganhou mais de 1 milhão de novas mulheres empreendedoras nos últimos três anos.

Os dados mostram uma mudança social e econômica da presença feminina no mercado de trabalho. Além de participar do quadro de funcionários nas empresas, as mulheres estão cada vez mais se inserindo no mercado empreendedor, que ocorre principalmente pela necessidade de ter uma outra fonte de renda ou para adquirir a independência financeira de acordo com o Sebrae. Hoje, as 9,3 milhões de mulheres que estão à frente de um negócio representam 34% de todos os donos de negócios formais ou informais no Brasil.

Apesar dos números, as empreendedoras continuam ganhando 22% menos comparado aos empresários. Por este motivo, é necessário incentivar as mulheres a se manterem a frente de seus negócios, apesar da diferença de gênero que ainda está presente na sociedade. Cuidar de uma empresa é percorrer um longo caminho que independe do sexo, mas sim do esforço e empenho de sócios, diretores e funcionários. Afinal, a mesma pesquisa informa que as empresárias são mais jovens do que os homens (43,8 anos contra 45,3 anos no caso dos homens) e têm maior escolaridade (16%).

 

Mulheres no mercado de trabalho

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) a probabilidade de uma mulher trabalhar foi 26% inferior que a de um homem em 2018. Comparado aos dados de 1991, houve uma melhora de apenas 1,9%.

É preciso incentivar a contratação feminina no quadro de funcionários da empresa, bem como o tratamento profissional igualitário. Mulheres devem ter a chance de falar, propor mudanças, participar de processos seletivos internos e não ter diferenças salariais baseadas em gêneros.

Adotar iniciativas para oferecer apoio às mulheres em locais de trabalho cria uma situação promissora, uma vez que tanto empregados quanto empregadores obtêm benefícios reais. De acordo com uma pesquisa realizada pela McKinsey, um terço das empresas que investiram nestes programas em mercados emergentes lucraram 38% a mais.

As barreiras na ascensão profissional feminina ocorrem por motivos culturais, legais ou administrativos. A economista Elizaveta Perova, do Banco Mundial, aponta que “a falta de políticas flexíveis e adequadas às famílias, além dos papéis tradicionais de gênero, que atribuem às mulheres as responsabilidades domésticas, também impedem o seu acesso a um trabalho remunerado”.

A próxima revolução econômica deve contar com mulheres a frente dos seus negócios e maior participação feminina no quadro de funcionários. Toda dinâmica empresarial é rica quando equaliza seus colaboradores, valoriza suas capacidades e oferece as mesmas oportunidades para todos.